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A costela do porco-cabrito

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Neste blog, nós adoramos os Simpsons. A razão dessa adoração toda tem nome e sobrenome: Homer Simpson, esse é o cara. Homer querido, você mora no nosso coração. Nós escolhemos você pra jogar no nosso time. Nós emprestamos a velha camisa da seleção de 70 pra você, dividimos a nossa cerveja e deixamos o controle da TV na sua mão. 

Isso porque o Homer é um cara que gosta de cerveja, e a gente gosta de cerveja. Hommer tem uma pança responsa, e a gente ainda não tá assim, mas é questão de tempo pra chegar lá. Homer é foda porque manda pensamentos como esses aqui:
"Filho, uma mulher é parecida com… [olha ao redor na cozinha] uma geladeira! Elas têm quase 1,90 m e uns 130 kg! Elas fazem gelo e… hum… [encontra uma lata de cerveja na geladeira]. Não, espere um minuto! Na verdade, mulher é mais como uma cerveja. Elas cheiram bem, são bonitas e você pisaria na sua própria mãe para conseguir uma! [Bebe a cerveja.] E você não consegue parar com uma só!
Você sempre quer beber outra mulher!"

Ou ainda:
"Ele já sabe como gosto do meu DRINK.... Com muito álcool!"
E Homer criou o porco-aranha, a fantástica criatura que compartilhou o meu imaginário esse final de semana. Tudo isso porque eu assumi o meu lado Homer e criei o... Porco-cabrito!!!




Sabe que eu percebi que nunca escrevi uma receita de costela de porco por aqui? Pois é, sabichão. Como é que você pensa que entende de churrasco, se nunca escreveu nada sobre uma das carnes mais fáceis de fazer? Pois é, maior furada, então corre ae, bora recuperar o tempo perdido. Mas, enquanto o sr. Homer caminha com o porco no teto, vamos convidar o leitãozinho até a área da churraca pra deitá-lo na caminha de carvão quente que preparamos pra ele. 

Na semana passada, eu tava numas de querer fazer um porquinho marinado, porque o cabrito tinha ficado massa, e eu sabia que dava pra fazer algo bacana com a costelinha. Corri no mercado e encontrei uma peça de costelinha de porco de 1,2kg bem carnuda, como há tempos não via. Comprei ela, a costela, e mais uma garrafa de vinho branco vagabundo. Tá, mas e agora, e o tempero?

Pois eu encontrei, num hortifruti lá perto de casa, uma pequena porção de felicidade desidratada. Estamos falando de um tempero chamado Chimichurri, que, na verdade é um molho, mas no nosso caso, estava desidratado. Explico:

Os argentinos não entendem nada de futebol, mas se tem uma coisa que eles entendem é de carne. E de churrasco. Lá na terra deles, a vaquinha come capim mais verde, faz cocô mais cheiroso e até o mugidinho dela é mais bonitinho. Portanto, quando um argentino falar de churrasco para você, escute. Mesmo que você tenha que fingir ignorá-lo. Pois eles inventaram o tal molho chimichurri, um molho à base de azeite, alho, vinagre, salsinha e mais um monte de coisas que ficam animais num churrasco. Mas o chimichurri dessa receita é outro: desidratado. 

Comprei uma pequena embalagem de "tempero chumichurri". Tinha cebola desidratada, alho, tomate, sal, salsa, bacon, pimenta calabresa e mais alguma coisa que não consegui reconhecer. Não se preocupe com o meu tempero, eu mesmo sei que não vou mais encontrar desse pra comprar. Sendo assim, siga minimamente os ingredientes do molho que funcionará bem.

Bom, joguei o pacotinho de chimichurri num pote e adicionei o vinho branco. Metade da garrafa foi suficiente. O porquinho bebe super bem o vinho, então você tem a vantagem de beber a outra metade da garrafa, e dane-se que o vinho é vagabundo. 

Misturei bem com uma colher, adicionei um golão de azeite e joguei sobre a costelinha, que a essa hora já estava deitadinha numa bandeja grande. Só pra caprichar, picotei meio maço de cheiro verde e joguei sobre a costelinha, sem misturar demais com o vinho. Antes disso tive o prazer de descobrir a diferença entre o cheiro verde e a salsinha: você coloca dois talinhos de cebolinha num maço de salsinha e voilá! Você tem um maço de cheiro verde.


Foi assim que o porquinho dormiu: vinho branco, tempero chimichurri e dois nana-nenéns.

Bom, daí pra frente foi bico. Cobri a bandeja com papel alumínio e botei o porquinho pra dormir lá no calor da minha geladeira.

No dia seguinte, segue-se o ritual de preparação de qualquer costelinha de porco. É só colocar a costelinha com o lado do osso pra baixo, deixar lá até parecer assado, virar, deixar assar, cortar e comer. Fácil!

E aí você me pergunta: porque porco-cabrito? Ah, eu te conto.

A costela de porco é uma carne rosada, que tende a ficar branca quando assada. O cabrito também. O cabrito bebe o vinho de um dia pro outro e fica com gostinho de vinho. O porco também. Cabrito e costela de porco são carnes bem macias, com a diferença que algumas pessoas torcem o nariz pro cabrito só porque não conhecem, e o porquinho todo mundo sabe quem é e come feliz. Além disso é mais barato e você prepara uma carne batuta com pouco cascalho. 

Na hora de servir, teve gente que pingou limão, mas eu preferi sentir o sabor do vinho. Fica bem legal e a galera come em segundos. Faça bastante.

Custo: R$15,00 por 1,2kg de costela. R$6,00 uma garrafa de vinho vagabundo.
Tempo de preparo: Meia garrafa de vinho vagabundo na cozinha, 2 latinhas na churraca.
Rendimento: Serve legal umas 5 pessoas, mas é legal ter outra carne pra compor o churras. 


4 comentários:

Anônimo disse...

Rapaz, esse negócio deve ter ficado bom prá c... danar!
Uso chimichurri frequente em qq. carne, o pessoal gosta, se bobear até no pão com alho, sem problema nenhum.
Quanto a costelinha de suíno, é nota 10! Uma das melhores carnes, rápida e o povo sai embeiçando que nem gaita de boca, não sobra nem o osso (se sobrar, o cachorro fica de olho).
Era isso,
Abç
Carlos

Daniel Rodrigues disse...

Manda Carlos!!!

Cara, ficou sim. Acho até que dá pra experimentar usando outros temperos. O gosto mais marcante foi mesmo do vinho branco. Tou louco pra fazer de novo essa costela, mas ando meio sem tempo pra preparar no dia anterior. Algumas pessoas pigaram limão, mas aí eu acho que mata o gosto do vinho.

Muito boa a expressão "embeiçando que nem gaita" hahahahaha

E o cachorro lá em casa agradece, viu. Temos uma vira-lata chamada Preta, a bichinha pira quando rola churrasco, porque sempre tem osso bom pra ela no final.. hehehe

Abração
Daniel

Robson disse...

Daniel:
Chimichurri é nota nota 10!
Já utilizo há muito tempos nos churrascos e a turma gosta muito!
E costelinha de porco é sucesso na certe!
Parabéns pelo Blog!
Abraços!

Daniel Rodrigues disse...

Robson

Pois é, devemos essa aos nossos amigos argentinos hehehe

Abs
Daniel Rodrigues

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Torrou a picanha? Fez a receita e não deu certo? Dúvidas, sugestões, vai encarar? Escreve aí o que quer, mas não coloca propaganda que isso aqui não é a casa da sogra.

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