Follow me on Twitter RSS FEED

Costelinha ao molho agridoce

Nas categorias
Querido amigo leitor, você gosta de gente que te surpreende? Mas é surpresa mesmo, gente que de repente aparece e TCHÃRÃNS: Olha lá alguma coisa incrível. Taí uma coisa que eu curto, gente que é capaz de surpreender a gente.

Não tou falando daquele amigo que, de repente, chega pra você e diz que saiu do armário. E tá apaixonado. E é por você. E tá de calcinha da hellokity. Não esse cara não surpreende, esse não é o tipo de coisa incrível.

Pois é, tenho uma filha de 11 anos. Que tem uma amiga. Que tem uma mãe, que é casada com um cara. E são todos gente muito bacana, gente que faz e acontece, brasileiro que não desiste nunca e coisa e tal. Dia desses, convidei todo esse pessoal (filha, amiga, mãe da amiga e marido da mãe da amiga) para um churrasco aqui em casa. O combinado era na base do "traz a cerveja que eu cuido das carnes". O procedimento foi respeitado por ambas as partes, tomamos muita e boa cerveja, comemos muita e boa carne, enfim: gol do Brasil, missão cumprida.

Uma das coisas que acontece quando você aprende a fazer churrasco, é que algumas pessoas acabam ficando intimidadas pelo fato de você saber fazer umas carnes mais maneiras, coisa que muita, muita gente não sabe. Aí tem vergonha de te convidar pra um churrasco. Isso é uma baita de uma bobagem, mas já vi acontecer muitas vezes. Bosta de boi, como dizem os americanos.

Pois o marido da mãe da amiga da minha filha não é um cara de se intimidar, não. Isso já começa a fazer dele uma pessoa surpreendente. No meio do churrasco, com a cerveja mandando e desmandando dos nossos neurônios, eis que ele me manda: "Olha, eu só sei fazer uma receita de churrasco, mas vou fazer pra você. Semana que vem lá na minha casa, leva a breja que eu cuido das carnes". Fechado, alguém aí já me viu recusar convite pra churrasco? #fikdik

Exatos 7 dias depois, dirigi o meu esqueleto e o da minha família em direção à casa deles. Dirigi também o carro 2005 da patroa, carro comum e normalzão, e que fique registrado isso. Daqui a pouco você vai entender o porquê.

Daqui a pouco, não. Vai entender agora: segura as cuecas aí, que você vai se borrar inteiro. EU PILOTEI UM PORSCHE. Isso mesmo, eu pilotei um mega-hiper-extra-fuckin PORSCHE. Não vou entrar em grandes detalhes, mas em algum momento, estávamos eu e o marido da mãe da amiga da minha filha, apareceu na minha frente um Porsche e uma chance de fazer um test-drive. E eu fiz, e isso fez de mim uma pessoa melhor. Vai vendo.

Eu fiz força naquele negócio que tem embaixo do pé direito. O motorzão do bicho gritou alto na minha orelha, o carro deu um coice pra frente e saiu voando, de repente apareceu uma curva, eu caguei de medo e tirei o pé. Ainda bem, porque tinha um carro de polícia logo à frente e eu estava sem habilitação. Fiquei pianinho atrás da polícia, e acabou o passeio. Simples, rapidinho, tranquilo. Mas eu fiz. E um cara que dá um jeito de te meter dentro de um Porsche com a chave na mão direita, só pode ser uma pessoa surpreendente, né? Fato: fiquei surpreso.

Voltando à programação: O cara não parava por aí, não. Quando cheguei lá na casa dele, uma surpresa atrás da outra, até encontrarmos uma deliciosa peça de costelinha suína que pairava sobre o calor da grelha. Mas ela tinha um corte estranho, meio quadriculada.

O lance é o seguinte: Você pega uma peça de costelinha, daquelas bem altas, cheias de carne. Esquece o guilherme arantes e não confunda com "cheia de charme", que isso não é música que combina com costela. No máximo, com uma linguiça furreca.

Você não deve separar as costelas, a peçona vai inteira pra churraca. Na parte de baixo, dê uns talhos no entreosso. Sabe o que é entreosso? Acabei de inventar, mas pode ser entendido como o pedaço de membrana que tem entre um osso e outro da costela. Aliás, me lembrei que uma vez caí de uma árvore e machuquei essa membrana, dói pra burro. Passei um ano rindo que nem o roberto carlos.

Foco, Daniel. Foco. Escreve alguma coisa aí pro leitor entender como é que funciona esse corte.

Legal, faça uns talhos na membrana, e ainda bem que o porco tá morto, porque isso aí dói e demora muito pra sarar. Na parte de cima, na carne da costela, faça um corte meio quadriculado. A idéia é abrir uns sulcos na carne, porque aí o tempero pega que é uma beleza.

Parece surpreendente comer costela de porco em cubinhos? Pois é, amigo.

O marido da mãe da amiga da minha filha fez este corte, e colocou ela pra assar só com sal grosso e deitou na grelha com o osso virado pra baixo. Ficou ali o tempo de detonarmos umas 5 cervejas cada. Ou 6, ou 7. Ah, foi um tempão.

Foi quando começou a coisa mais surpreendente do mundo. O cara pegou um vidro de vinagre vermelho, abriu e jogou a metade na pia. Ralo, fora, lixo. Abriu um vidro de Karo, e completou o de vinagre. Ou seja: tínhamos ali uma espécie de água suja, fruto de porções iguais de Karo e vinagre vermelho. Mas não era água suja, era molho agridoce. E bom demais, por mais surpreendente que isso possa parecer.

Quando a costela começou a fica macia, a brincadeira era ficar espirrando aquele líquido na costela, e virando. Traz o português aqui, que vai começar o vira-vira. Uma espirrada, uma virada. Outra espirrada, outra virada. Com o intervalo de algumas goladas de breja entre uma virada e outra.

Depois de um tempinho, o mel começa a virar uma casquinha, e esse é o milagre do surpreendente molho agridoce.

No frigir dos ovos, nessa receita não há ovos. Não, não é isso, eu queria esclarecer que a receita é só isso: costela quadriculada no fogo com sal, mezzo-vinagre, mezzo-Karo, vai borrifando, vira vira vira homem vira vira [/ney matogrosso] e tira quando tiver queimado [/ney matogrosso de novo].

Numa boa, eu detesto essas invencionices culinárias, sou contra as receitas de bacon com uva passa da dona ana, acho uma frescurada passar caramelo pra fazer desenhinho no fundo do prato, e abomino quem coloca folhinha pra decorar prato de macarrão. Logo, tinha de tudo pra eu achar essa receita um lixo. Mas não, a costelinha é muito, muito boa. O azedo do vinagre some, o doce do mel some, o salgado some, fica só um sabor único, saboroso. Recomendo, é surpreendente.

O resultado você vê aqui:


Refiz a receita na minha casa. Na ocasião, troquei o vinagre por uma mistura de limão, um dente de alho picotado e um ramo de alecrim. Mas, honestamente, ficou muito parecido.
Adendo: quando eu escrevo sobre algum amigo, alguma pessoa que conheço, eu sempre aviso, pergunto se posso expô-la aqui. Menos a ana maria braga, porque ela nunca responde aos meus e-mails kkk. Mas o fato é que eu não havia falado com o Edu antes de escrever este post, e tomei todo o cuidado para nem citar o nome dele. Por isso ele sempre foi descrito como "o marido da mãe da amiga da minha filha". Mas ele mesmo comentou aqui, se identificou e enfim. O papel de marido da mãe da amiga da minha filha aconteceu há uns bons anos, quando o conheci. Hoje, é um grande amigo e um cara que eu gosto muito, e o carinho e respeito que eu tenho por ele vai muito além do fato dele ter se casado com a mãe da amiga da minha filha. Resolvi colocar este adendo, pois reli o post e achei que a descrição que fiz dele ficou superficial demais perto do carinho que eu tenho por ele, e pela família que ele construiu. Valeu Edu!!
Custo: Montei um carrinho no supermercado do abilhão, dá uma olhada:



Rendimento: uma peça desse tamanho serve umas 3 ou 4 pessoas.
Tempo de preparo: vá dar uma volta de porsche e nem veja o tempo passar. nunca mais.


22 comentários:

Ricardo disse...

Putzquelaparillaaaaaa!!!!!!!!!!!!

Porsche!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Simplesmente o melhor!!!

Tem gente que curte Ferrari (eu também) mas Porsche é muito mais carro, muito mais história, muito mais luta e sacrifício(conhece a história completa???) e ainda de quebra é a
ÚNICA, repito, ÚNICA fabricante de super esportivos que continua no controle total de sua produção, todas as outras (Ferrari, Alfa Romeo, Aston Martin, Bugatti, etc, etc, etc) foram incorporadas por montadoras de carrinhos básicos...

Mas a Porsche continua firme e forte!!

Cara, quando vejo uma Porsche ronrronando e/ou rosnando pelas ruas, na boa, tenho um orgasmo!!!

Ahhh

A costelinha é show também!!!! rs rs rs rs

Um abraço e um copo cheio!!!

Daniel Rodrigues disse...

Ricardo

Não conheço a história em detalhes, mas por saber que trata-se de uma marca alemã que passou pelo pós-guerra, já devo imaginar que eles tiveram uma certa força e trabalho pra ficar de pé até hoje.

O Porsche que eu dirigi foi um modelo 86, com motor dianteiro e refrigerado a água, um dos poucos modelos que não eram boxer na história da empresa, o modelo 928 (joga no google e veja que show de carro).

Ah, a costelinha foi legal mesmo :-)

Abs
Daniel

Ricardo disse...

Então cara!

O Porsche que conhecemos hoje foi o primeiro esboço do carro projetado a pedido de Hitler para combater na segunda guerra mundial.

Com a intenção se ser um verdadeiro trator, não ter problemas com calor (refrigeração a ar), força, tração trazeira (para o deserto também)... mas seu custo era alto e o carro não tinha o perfil imaginado e foi arquivado.

o Sr.º Ferdinand Porsche criou então o bom Fusca que foi o que realmente Hitler queria e precisava: um besouro robusto e forte, enfim, um mini tanque de guerra.

Sr.º Ferdinand Porsche morreu sem ver seu super esportivo nascer... ...seu filho, após a guerra, mexendo em algumas coisas encontrou os projetos e montou um protótipo que foi e é um sucesso...

Uma história de sangue, suor e lágrimas... Nelson Rodrigues??? Não sei , mas sei que é A Vida Como Ela É!

O 928 que você pilotou foi o primeiro Porsche com motor dianteiro e refrigerado à água... ..seus faróis são escamoteáveis entretanto não há capa os escondendo, ficam deitados quase horizontalmente e quando você os acende, eles simplesmente se levantam!!!

Basicamente é isso amigo.

Um abraço e um copo cheio!

Daniel Rodrigues disse...

Ricardo

Caso não saiba, e eu acho que nunca falei disso aqui, eu sou um verdadeiro aficcionado em Fuscas, e conheço a história profundamente.

Eu conhecia parte dessa história, inclusive que foi Ferdinand Porsche quem desenhou o fusca, mas eu não sabia que a fábrica tinha sido tocada pelo filho dele.

Digo isso, por puro achismo. Porque os aliados simplesmente tomaram pra si as fábricas e projetos de quaisquer coisas na alemanha, principalmente os projetos automobilísticos (embora tenham ignorado o fusca, por achar que seria um fracasso).

Eles permitiram mesmo que o filho dele produzisse o carro?

Bacana a história, vale um estudo mais aprofundado aí pra ver...

O carro que eu dirigi foi esse mesmo. Um espetáculo, 240cv nervosos debaixo do capozão.

Abs
Daniel

Anônimo disse...

Daniel,

obrigado pela gebtileza, foi um prazer recebê-lo em casa e darmos um rolê....sempre que quiser, ela está à disposição.....Vamos marcar quando outro churras?tenho uma receita mais light....pintado na brasa....ha a gente pode entercalar com uma picanha, brejas e claro as pingas!

Abs e obrigado pelo texto!

Edu

Daniel Rodrigues disse...

Falae Edu

Po, nem precisei te mandar o link, vc já tava esperto aqui no blog :-)

Demorou pra gente fazer esse pintado aí, faz um tempinho que eu ando com vontade de comer um peixoto na brasa.

Valeu parceiro!!!!

Abs
Daniel

Ricardo disse...

E ae!!!

É cara, o nazismo foi phoda mesmo!!!

Naquela época todas as fábricas foram tomadas para apenas produzir armas...

Mas depois da guerra, aos poucos as coisas foram se ajeitando e o fusca tornou-se civil e também a ùnica opção para um país desolado e com pouco combustível...

O primeiro Porsche nasceu quase 10 anos após o fim da guerra.

Eu devo ter guardado em algum lugar por aqui uma tradução da história.

Infelizmente não sei se é a real pois toda tradução tem suas adaptações e perde um pouco o sentido...

Mas envio mesmo assim para seu e-mail.

Um abraço e um copo cheio!!!

P.S. também curto muito os "besourinhos" e estou tentando fechar negócio em um 1.959 oval window. Quando der certo te mando fotos!

E meus parabéns ao seu amigo, dono da Porsche, por gostar de churrasco + brejas + mitos!!!

Daniel Rodrigues disse...

Pois é, Ricardo

Eu sempre desconfio das histórias contadas, principalmente no que diz respeito à segunda guerra. Quem conta a história sempre quer colocar um tom de heroísmo a mais.

Quer um exemplo? Na prática, foram os russos que tomaram Berlim primeiro. Porém, durante o período da guerra fria, esse fato era "esquecido" pelo ocidente. Depois de 1988, as histórias do lado de lá começaram a chegar aos nossos ouvidos também.

Acho aquele filme "A queda", contando o finalzinho da guerra e a morte do hitler simplesmente uma obra de arte. Porque ele cosegue fazer um coisa que nenhum filme americano conseguiu em todo esse tempo: contar a história sob a ótica do lado de lá.

Já dizia a minha avó: quem conta um conto, aumenta um ponto :-)

O que não significa que a sua história seja mentira, isso apenas explica o porque da minha desconfiança.

Abs
Daniel

Ricardo disse...

Daniel, concordo com você em gênero, número e grau!!!!

Se aceitarmos tudo que nos é oferecido sem ao menos conhecer a fonte das informações (principalmente pela net) corremos o risco de transmitir "inverdades".

Se o povo tivesse esse critério para tudo (politicamente falando) acho que estaríamos em uma situação um pouco melhor.

Vide que hoje uma de nossas opções para presidente da república é uma ex-guerrilheira, ex-terrorista, ex-croque... que não tem nada em seu passado que possa credenciá-la a tal posto...

Mas como religião, futebol, política e gosto não se descutem... ...deixa rolar rs rs rs rs

E você curte fusquetas, entre aqui:

http://www.forumfuscabrasil.com/

http://www.fuscaclube.com.br/

E nesse, que é muito show mesmo:

http://www.fuscacride.com.br/

Um abraço e um copo cheio!!!

Daniel Rodrigues disse...

Ricardo

Pois então, acho mesmo que falta um pouco de senso crítico nesse povão aí, né? Neguinho acredita em qualquer coisa que o Bial falar :-)

Mas nesse lance da segunda guerra, acho que se vê muito, muito, essa questão de "quem conta a versão faz a história". Por vários motivos:

Foi um momento épico da sociedade moderna, isso é fato. Uma grande merda (o genocídio) consertada heroicamente, gerando outra grande merda (a guerra fria). Logo, é uma história altamente propagável.

Era o auge da publicidade como padrão. Ou seja: Uma das bases mais sólidas do governo alemão antes e durante a guerra era a publicidade. Isso que fez todo mundo acreditar naquele cara de bigode e dar a sua vida por ele. A força dessa publicidade assombrou os aliados, e assim que eles ganharam a guerra, lançaram mão desse artifício, contando cada qual as suas versões, e como os governos dominavam os meios de comunicações, essas versões viraram verdades.

Haja visto:
- Pouca gente sabe o quanto os canadenses foram importantes na invasão da normandia, mas a gente sempre ouve falar do desembarque dos americanos, né? mas os canadenses comeram o pão que o diabo amassou em outras praias, e tomaram JUNTOS a normandia.
- normandia essa, que só foi tomada porque os russos estavam dando o maior pau nos alemães na frente leste. se isso não tivesse acontecido, jamais se tomaria aquela praia daquele jeito.
- você já ouviu alguma história, algum filme, algum livro sobre o lado russo na segunda guerra? Pois é, se quiser conhecer esse lado tão importante na história, vai ter que pesquisar e muito.

Enfim.

Com o tempo, e principalmente com o fim da guerra fria, esse método foi ficando menos eficaz, visto que ninguém engole até hoje que os americanos ganharam no vietnã. Mas eles continuam dizendo que sim.

Enfim, eu sou fascinado pela história da segunda guerra mundial, se deixar, essa conversa vai loooonge. heheheh

Obrigado pelos links. Eu também morro de vontade de ter um Fusca. Ainda vou comprar um, reformar e deixar pro meu filho, mas acho que não é a hora. Eu participo de uma lista de discussões sobre fusca na internet, entra lá, vc vai curtir o pessoal: http://br.groups.yahoo.com/group/vwfusca/

Abs
Daniel

Ricardo disse...

É cada, é papo pra váááááárias horas e muuuuuiiiiittttttasss brejas rs rs rs rs

Mas curto muito isso, discutir, colocar em dúvida e tentar saber o que realmente aconteceu...

Não podemos simplesmente fazer parte desta "nave bbb" rs rs rs rs

Com relação à guerras, acredito que nunca houve nenhum vencedor, todos perderam! Seja na forma de grandes somas em dinheiro, vidas, territórios...

Cara, falta breja nessa conversa hein!!!

E no caso dos fusquetas, tenha calma e ajunte dinheiro, porque isso tá ficando caro demais com essa onda de antigomobilismo... ...até um tempo atrás você revirava uma lata de lixo e encontra um fusca, gente PAGAVA pra levarem o fusquinha pro machado (desmanche, cabrivel, robauto).

Agora o negócio vale ouro!!!

Um fusca no jeito mesmo, daquele já prontinho, por volta de 1.960 custa R$ 10, 12, 15 mil... quase um carro popular ZERO!!! rs rs rs

Isso sem contar a PP (placa preta), se tiver, pode pôr mais uns R$ 10 conto em cima.

Um abraço e um copo cheio!!!

Daniel Rodrigues disse...

Ricardo

Ah se é papo pra breja, abre uma aí que eu abro uma aqui. Já abri! :-)

Sobre o fusca, eu não pretendo comprar nenhum a preço de ouro, e muito menos pronto. Quero ter o prazer de mexer no bichinho, deixar ele inteirinho de novo, aquela coisa. Tenho um filho de 4 anos, imagina o quanto não seria divertido?

Na real, na família da minha esposa tem um fusca parado na garagem, com o cachorro fazendo xixi na roda. Mas estas histórias sempre tem um porém, ne'?

O lance é que era o carro de uma das tias, que faleceu, e as outras irmãs não quiseram se desafzer do carrinho. Num caso desse, a gente tem que ter muito respeito, tem que tomar cuidado, vários interesses envolvidos, não dá pra simplesmente chegar fazendo uma proposta de compra.

A isso soma-se o fato de que não é o momento em que eu vou poder dispor de tempo e dinheiro pra cuidar direito dele. Então, deixo as coisas como estão por enquanto, e no momento certo eu vejo a melhor maneira de proceder.

Como eu te disse, é respeito, não é dinheiro. Uma situação delicada, e nesses momentos, é melhor deixar o tempo passar e as pessoas decidirem o que fazer, né?

Conversa legal, nunca imaginei que uma costela na brasa pudesse render uma conversa tão diversa :-)

Abs
Daniel

Ricardo disse...

É por aí mesmo!

Sou do tempo que carros faziam parte da família e por isso mereciam o mais alto respeito.

Nesses casos o valor sentimental é imensuravelmente maior do que o financeiro.

Mas uma dica: fique de olho, rodando, "cercando o frango"... já ví casos em que o carro foi vendido e que pudesse ter interesse nem ficou sabendo.

Agora vou te falar uma coisa hein... ...esse fusca, mesmo que esteja judiadinho, já é um show por estar tanto tempo na família, tem anos de histórias e alegrias em cada parafusinho do besouro...

E já estou até vendo você e seu rebento, domingão à tarde, com graxa até no RG colocando vida no fusca... e fazendo-o respirar novamente.

É cara, são momentos como esse que valem à pena na vida da gente.

Pai e filho num projeto em comum.... ...coisa cada vez mais rara hoje em dia. Mais rara até que fusca 1.940. rs rs rs

Caramba!! Agora que percebí: dominamos todo o espaço para comentários do tópico.. ..e nem falamos da costela!!!

Um abraço e um copo cheio!

Daniel Rodrigues disse...

Hahahaha

Pode crer, cara. dominamos aqui com porsche, história e fusca. esquecemos da costela hehehe.

voltando ao assunto churrasco, eu recomento: experimenta essa costela aí que ela fica mesmo muito gostosa. Bem diferente, mas fica saborosona.

finalizando o lance do fusca, todo mundo na família sabe que eu gostaria de cuidar do carro. Chance de ser vendido pro ferrovelho não tem não. entao eu espero quietinho na minha e um dia a gente define isso.

não tenho pressa, e o fusca não é desses carrinhos modernos que vão pro lixo em 10 anos.

Abração
Daniel

Ayrton Torres disse...

Daniel, acho que você deveria deixar claro para as tias da sua esposa, que se um dia elas forem vender/doar/rifar o fusca, você está MUITO interessado.

Foi numa dessa bobeadas que eu perdi meu grande sonho...ter um Impala. Descobri tarde demais que foi trocado por 5 jogos de pneus 195/60 (na época, +- 4.000 reais)...é mole?!?!?

Agora só sobrou o outro sonho, que é ter um Lamborghini...KKK

Abração

Daniel Rodrigues disse...

Ayrton

Sim, talvez você esteja certo.. Mas é complexa, a situação. Se o carro fosse da minha tia, eu me sentiria em condições de dizer "dá licença que eu vou cuidar desse negócio". Mas não, é da família da minha esposa.

E por mais que eu esteja casado com ela há 11 anos, sempre existe uma certa diferença na abordagem.

Enfim, o caso é complicado. Mas elas sabem do meu interesse, e eu sei que há bom senso ali. Então espero tranquilo.

Po, cara... um Impala, hein!!! Isso sim é brinquedo!! hehehe. Mas trocado num jogo de pneu de gol é sacanagem..

Abs
Daniel

Renato Henrique disse...

Td Bem?

Essa costela parece tão gostosa que eu vou fazer hoje aqui em casa ein.

Só gostaria de dar uma dica de como eu preparo costela suína, no plástico de churras msm e não no alumínio, demora um pouco mais pra deixar formar uma casquinha depois que tira do plástico, mas é muito bom (tive a idéia depois de ler a sua matéria sobre cupim), tempero ao gosto do freguês, claro (na minha opinião, deixa mergulhada na cerveja por uns 10 - 15 minutinhos e depois taca sal quando for colocar no espeto/plástico/churrasqueira...).


Vlw aew
Renato

Daniel Rodrigues disse...

Olha só, boas dicas hein Renato!!

Valeu

No plástico deve mesmo ficar legal, bem macia. Mas aí vai ser preciso uma dose extra de paciência e cuidado, né?

Vou experimentar

Abs
Daniel

diogocampos.mes disse...

cara, boa receita...simples e sem frescura.
já coloquei uma pá de receitas suas na lista.
esse fds vai rolar aquele "salmão de saco"...essa costelinha vai subir pro topo e tenho certeza que vou ficar novamente agradecido por gastar meu valioso temp no serviço aprendendo a fazer churrasco.
quando eu for em sao paulo vou te chamar pra gte testar uma churrascaria vagabunda..como é vagabunda, eu sento na berada e pago a conta.
valeu chefe, abraço! o blog é do caralho!

Daniel Rodrigues disse...

Fala Diogo!!!

Po, que legal, cara! Fico feliz que você esteja aprendendo. Logo, logo, vai estar por aí ensinando heheheh

Quanto ao convite, fico lisonjeado. Churrascaria vagabunda é comigo mesmo! hahaha

Valeu

Abs
Daniel

Anônimo disse...

Olá Daniel!
Já fiz a corvina e comentei lá que iria fazer essa costela.Lembra, sou aquele "analfabeto de cozinha"
Fiz, por trêz vezes e foi um sucessso.
Minha filha dise que ficou melhor que a do out back steak house. Fiquei orgulhoso de mim.
Você agora é meu ídolo!
Me dê uma dica de outra receita dessas que não tem erro...
Um abraço,

Carlos.

Daniel Rodrigues disse...

Que moral hein parceiro!!!! kkkkk

Pode crer, essa receitinha da costela é mesmo muito bacana...

Tem uma receita de molho barbecue aqui no blog, experimenta meter numa costelinha que você vai ver...

Valeu aí, Carlão!!

Abs
Daniel

Postar um comentário

Torrou a picanha? Fez a receita e não deu certo? Dúvidas, sugestões, vai encarar? Escreve aí o que quer, mas não coloca propaganda que isso aqui não é a casa da sogra.

Blog Widget by LinkWithin