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Drops de Churrasco - Ed. 8

Lá vamos nós com mais uma edição e... tira essa teia de aranha pra lá!!!!
Pois é, depois de um tempo chafurdado nas catacumbas do esquecimento, eis que o blogueiro reaparece, coberto de poeira e mofo, com icterícia até no céu da boca. Passei tanto tempo nas catacumbas, que o mais desconfiado leitor já deve estar sugerindo até um teste de carbono 14. Mas agora estou de volta e explico. Basicamente, estou fechando a minha empresa pra trabalhar com uma coisa muito legal, o que me fez correr contra o tempo pra entregar todos os projetos que estavam em andamento e não deixar ninguém na mão, e depois precisei de uns dias de descanso, porque o trampo novo vai ser pauleira. Com isso, faltou-me o tempo e a inspiração necessários pra colocar a casa em ordem aqui. Agradecido pela compreensão, bora pra frente que o drops, dessa vez, é cheio de novidades.

A entrevista
Alguns aqui souberam, via comentários, que dei uma entrevista para O Globo, falando sobre churrasco de apartamento. A jornalista encontrou a série Especial Churrasqueiras que escrevi aqui e entrou em contato. Falei o que penso, da maneira besta que penso, e a jornalista publicou! Algumas pérolas que julgo impublicáveis como a teoria de que, a cada vez que ligamos uma churrasqueira elétrica, apagamos um bairro no Paraguay, foram na íntegra pra matéria. Outra foi aquela de que a fumaça que a sua churrasqueira produz é inversamente proporcional ao humor dos vizinhos dos andares superiores também recheou a matéria. Muito bacana, mas acho incrível como tem gente séria que ainda presta atenção nas abobrinhas que a gente fala. Os comentários, lá nO Globo, são um show à parte. Não pela camaradagem que vemos aqui, mas pela agressividade gratuita. Vista a sua luva de boxe e vai lá ver. É necessário ser assinante do globo, ou fazer um cadastrinho rápido.

Aji-sal
Temos aqui um assunto que já estava preso na minha garganta há muito, muito tempo. O tal Aji-sal. Se você tá boiando na maionese e não sabe do que estamos falando, o Aji-sal é um sal pra churrasco que custa mais do que o triplo do sal normal, e vem cheio do tal glutamato monossódico, que serve pra realçar o sabor das carnes. Funciona assim: você compra carne ruim, e enche de aji-sal para aquele treco pegar gosto de alguma coisa. Só que a carne que você comprou é xumbrega, mas o sal é de patrão. Não seria mais adequado comprar uma carne decente e um sal barato? Bom, dia desses ganhei 1kg do tal aji-sal do meu sempre solícito sogro, e decidi experimentar. Taquei numa picanha e mandei pra churraca. A picanha ficou com gosto de... ajinomoto. Diacho, se eu quisesse ajinomoto, fazia um arroz, e não uma picanha. Alguém aí tem qualquer experiência com esse produto, sabe se ele pode ficar bom em alguma coisa?
Ah, quer saber porque isso estava entalado na minha garganta? Porque a ajinomoto é cliente de um cliente da minha ex-empresa, e eu não queria pisar no calo dos caras e causar bilhões de dólares em prejuízo, mortes e sofrimentos. Mas como a minha empresa acaba de virar pó, eu posso declarar todo o meu amor a um produto caro e que serve pra estragar comida boa. Valeu Aji-sal!

Anonimus Gourmet
Conheçam uma verdadeira pérola da TV brasileira. A mais pura e verdadeira prova de que tem gente cheia de talento na televisão brasileira. E sem precisar de passarinho de borracha, silicone, botox nem escova definitiva. É o verdadeiro entretenimento-raíz.
O Anonimus Gourmet foi dica de algum leitor aqui do blog, que infelizmente não me lembro ao certo quem foi. Trata-se de um programa de televisão, onde dois distintos senhores ligam uma câmera de televisão e começam a churrasquear, manuseando uma bela costela, um carré e uma paleta de cordeiro numa legítima parrilera argentina. Só aqui já temos pano pra uma boa babada, não? Mas a mágica do programa não tá só aí. A capacidade de interação dos dois com a câmera é tão grande, que dá a impressão que eles esquecem que a câmera está lá. Literalmente. Em diversos momentos, os dois param de falar pra comer. Dane-se o programa, a costela tá pronta. Uma fanfarrice. Detalhe pro momento em que eles param pro comercial, e quando volta a peça de carne quase sumiu. Uma prova de que toda a equipe está fazendo a filmagem com as mãos sujas de carne. Divirtam-se e babem muito!

A tradicional charada
Ah, olha lá os publicitários e suas máquinas malucas, trazendo mais um teaser pra animar nossos corações. Como os leitores desse blog são pessoas astutas e providas da mais alta capacidade intelectual quando o assunto é churrasco, decidi tentar mais uma, vamos ver se vocês conseguem identificar, com as pistas abaixo, qual será a receita do próximo post:


  1. Verde na alma, bacon no corpo;
  2. Deus não deu à cobra;
  3. Onkel Helmut recomenda.


Quero ver quem é malaco pra descobrir essa. Valendo um washington olivetto pra chamar de seu!


27 comentários:

João disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
João disse...

Perna do Hulk, enrolada em toucinho defumado? rsrs

Wagner disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Daniel Rodrigues disse...

João

Putz, eu fui comprar perna de hulk, mas tava muiro feia, parecia meio passada :-)

Primeiro chute e água. Vamos ver se consigo passar do terceiro, dessa vez.

Abs
Daniel

Wagner disse...

Pô Daniel,

Tá um puta dia chato aqui no trampo, um calor lazarento na zona sul de SP e às 17hs não chegam nunca pra eu ir tomar uma breja... Não consigo pensar em algo que é marrom por fora, branco por dentro e sai sangue.
Mas cheguei à pensar num medalhão de frango, talvez? Ou num peixe no alumínio coberto com o bacon para dourar no final? sei lá... heheh

Sobre o sal: Outro dia meu pai comprou esse sal e falou para todo mundo que passava por ele que aquele era o cara do churrasco. Que não tinha nada melhor para se fazer uma carne assada e toda aquela coisa. Bem, eu fui assar carne e não usei o tal do aji-sal, ele ficou todo bravinho dizendo que é um pecado fazer churras sem utilizar tal condimento (pq é um bendito de um condimento).
Uns dias depois eu abri o pacotinho e experimentei o sal justamente numa picanha e... deu no que vc escreveu acima, gosto de ajinomoto (e eu nem gosto desse troço). Parou ai, não usei mais um único grão do bicho.
Na mesma semana meu irmão foi jogar futebol e levou nossos utensílios de churrasco para o pós pelada, experimentou e gostou tanto que deixou lá mesmo. MEU PAI QUASE CHAMOU O CAPITÃO NASCIMENTO (mas ele entrou para a secretária de segurança pública), e então descontou tudo em mim. Enfim, o negócio é ajinomoto salgado.

Bela entrevista e os comentários são totalmente sem pudor. kkk

Abrazzzz!

Wagner disse...

Essa é mole queridão. JOELHO DE PORCO!!!!

Matei ou não matei essa charada???

Abração.

Wagner Bueno

Daniel Rodrigues disse...

Wagner

Sobre o aji-sal. Pois é, sinceramente, não entendi o porque da existência de um treco desses. Vamos ver, tem bastante gente que manja de churras aqui, alguém deve conhecer uma finalidade. Tem um açougue perto de casa que vende um sal grosso temperado com alho desidratado, animal. Dá de presente pro seu pai e acabou-se o problema hehehe

Abs
Daniel

Daniel Rodrigues disse...

Wagner

Só não matou no terceiro comentário, porque você o apagou, pra depois publicar novamente.

Acertou, pode levar mais um washington pra sua coleçao hehehehe

E vc tá proibido de participar dos próximos!!! kkkk

Abs
Daniel

João disse...

Putz, até procurei saber quem é o tal de Honkel Helmut mas o homem só fala em alemão ou dinamarques e fiquei boiando.
Mas, explica pro velho aqui o que tem a ver o verde com o joelho
abs

Daniel Rodrigues disse...

João, vamos lá

O problema aqui nesse blog é o Wagner é decifrador de charadas. Aposto que passou a infância toda treinando pra ir no silvio santos. O cara é uma máquina.

Verde na alma e bacon no corpo é o porco, uai. Verde na alma, como eu, como todo palmeirense. E o bacon tá ali, na barringa do chichinho.

Deus não deu asa à cobra, mas tb não deu joelho.

E Onkel Helmut, se der uma olhada no google por Onkel, vai ver que é tio em alemão. Helmut é um alemão qualquer, um nome comum. Como alemão adora joelho de porco, Tio Helmut recomenda :-)

Preciso expulsar o Wagner daqui pra brincadeira dar graça hehehehe

Abs
Daniel

João disse...

Bem bolado...esqueci-me do Palestra Itália kkkk

Tô aqui batendo uns 5 kilos de tomate pra guardar molho (tomate, cebola, alho, manjericão, sálvia, louro, mangerona, salsa e cebolinha.
abs
JB

Daniel Rodrigues disse...

João

Nada, mal bolado... o Wagner matou logo de cara, como sempre. Preciso gastar um pouco mais de neuronio na próxima.

Fiz isso anteontem. Fiz um mega-catchup e várias porções de molho de macarrão.. hehee

Abs
Daniel

Ayrton Torres disse...

Ajisal - Como utilizar:

Pegue o saco (de ajisal, porque se for o outro, vai doer), escore aquela porta que fica batendo com qualquer ventinho. Pronto, não vai ter perda total caso tenha caído na asneira de comprar isso.
Também pode ser usado como peso de papel para sua receita com ingredientes decentes não voar pela cozinha.

Se esse "produto" foi criado para corrigir sabor de comida vagaba, nem quero imaginar em que pode ser usado...Tripa crua pro Bear Grylls comer? Ou a famosa receita de sabão em barra com cobertura de morando da ana maria braga?...rs

Nem deu tempo de exercitar meus neurônios na charada. Estava sem entrar aqui no DGG a uns dias e quando o fiz, já tinham 12 comentários.

Abração

Daniel Rodrigues disse...

E ae Ayrton, beleza?

Mandou bem, vou pegar o resto do ajisal que sobrou e escorar uma porta que anda batendo aqui em casa hehehehehe..

Sobre a charada, nao deu tempo de ninguém exercitar nada. O Wagner matou rapidinho!

Agora resta aguardar a receita, que é uma peça que eu descobri faz pouco tempo, mas já entrou na galeria das preferidas.

Abs
Daniel

Anônimo disse...

Daniel, fala aí meu, belê???

Cara eu sou o Wagner Bueno matador de charadas.

Mas, cheguei por aqui escrevendo, por acaso, nesse post do Joelho de Palmeirista (como diz meu Pai). Acompanho seu blog há tempos sem me manifestar, só curtindo suas sacadas geniais, principalmente quando elogia a Ana Maria Praga.

Depois que vi que matei a charada, juro que me partiu o coração, principalmente por que foi naquele chute tipo Bruno cesar contra o Avaí, só vai acertar uma vez na vida, e acabei estragando a brincadeira.

Na próxima se vc me autorizar a participação e eu souber a resposta, deixo pro final para não estragar a brincadeira.

Abração.

Wagner Bueno

Daniel Rodrigues disse...

Fala Wagner!!

Você não estragou a brincadeira, não. Me incentivou a gastar um pouco mais de neuronios na proxima. Vocês vão ver, ninguém vai acertar!!!!!

Eu achei que era o mesmo Wagner que tinha acertado a última, por isso me manifestei desse jeito.

Fica tranquilo, a próxima você NÃO VAI ACERTARRRRRR!!!!!!!! hehehehe

Abs
Daniel

João disse...

Olha, faço muito joelhos de porco... é uma das coisas mais saborosas que aprendi. Bom demais e que se f.... os minimalistas(é assim que se escreve?)
Abs
JB

João disse...

Faço na grelha de bafo, faço no forno (pega mais o tempero) e faço cozido com frango caipira (uma desgraça de tão bom!!)
JB

Daniel Rodrigues disse...

João

Olha, fiz duas vezes. E fiz receitas simples, poucos temperos, pouco cuidado... e ficou master.

Tenho ascendência alemã, e alemão gosta muito de joelho. Quando a minha avó fazia junto com o chucrute, ficava todo mundo babando, mas eu não gostava. Achava o sabor muito forte, e tal.. por isso fiquei anos e anos sem comer.

Até que um amigo fez, na churraca. Putz, babei.

Além de tudo é uma carne ridiculamente barata

Abs
Daniel

Junior disse...

Grande Daniel!

eu sempre esqueço o sal... sabe quando vc tem as carnes, o carvão, a currasqueira, a cerveja geladíssima e falta o bendito sal grosso... agora eu compro bastante sal grosso e em um pote grande eu misturo dois quilos de sal grosso comum e um quilo de sal grosso aji-sal e fica legal. só o aji-sal fica ruim mesmo...
abraço...

Daniel Rodrigues disse...

Junior, beleza?

Po, taí um cara que achou o que fazer o ajisal. No próximo churrasco, eu faço um misto pra experimentar. Mas te garanto: uso, no máximo, numa fraldinha. Ajisal na picanha, jamais.

Abs
Daniel

Junior disse...

haha mas vc morando na lagoa e perdendo pra sapo... vai experimentar o troço logo numa picanha hahahaha é pra ficar transtornado mesmo.
abraço!

Daniel Rodrigues disse...

Junior

cara, que expressão engraçada.. morando na lagoa e perdendo pra sapo. Curti! hehehe

po, eu fui na propaganda, né? os caras diziam que o sal era cheio das 9horas, que fazia e acontecia, e sei lá o que... taquei na picanha, uai.

moro na lagoa e perco pra sapo mesmo hahahahaha

Abs
Daniel

Wagner disse...

Daniel,

Ontem meu pai comprou umas carnes para assar durante o jogo e novamente comprou o aji-sal... Não sei mais o que dizer à ele! Não sei se uso logo para que acabe rápido (mas isso pode fazer ele pensar que é muuuuito bom e querer comprar outro) ou se deixo lá mofando e tomo bronca dele por não utilizar o tempero.

Boa expressão mesmo essa de morar na lagoa. kkkk

Abrazz!

Daniel Rodrigues disse...

Wagner, beleza?

Cara, compra um sal grosso pra ele!! Urgentemente, ele tá precisando! hehehe

Abs
Daniel

Anônimo disse...

Olá, boa tarde!
Então...Um dia eu fiz uma receita q ficou boa com o tal do aji-sal...
Temperei panceta em bifes com alho, aji-sal, pimenta do reino, limão e cachaça.
Coloquei na churrasqueira e ficou uma delicia!
Na picanha realmente não combina nada...rsrs
Abraço!
Lilian

Daniel Rodrigues disse...

Oi Lilian, tudo bem?

Nossa, essa panceta aí deve ter ficado um espetáculo, hein?

Nesse caso, o aji-sal deve ter ajudado mesmo. Tem bastante tempero, ele não interfere tanto.

Tenho usado o ajisal pra cozinhar. Quando você manda pra panela, ele tb não interfere. Com a diferença que tem o tal glutamato monossódico, né?

Abs
Daniel

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Torrou a picanha? Fez a receita e não deu certo? Dúvidas, sugestões, vai encarar? Escreve aí o que quer, mas não coloca propaganda que isso aqui não é a casa da sogra.

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