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Drops de churrasco Ed. 11 - O retorno

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Eu sempre fui um cara do contra. Se me mandavam ir pra direita, eu ia pra esquerda. Se me mandavam descer, eu subia. Se me mandavam fazer cocô na casa do pedrinho, eu fazia mesmo era em casa, e sem essa de perfuminho, porque gente que honra as calças faz cocô com cheiro de cocô, sem essa palhaçada de perfuminho, lavanda e flores do campo. Na verdade, eu nem sei porque chegamos a esse assunto de cocô, mas nesse blog as coisas acontecem assim mesmo. O assunto nos escapa entre os dedos, quase como no papel higiênico furado por infortúnio do destino. Antes que entremos em assuntos mais tenebrosos como esse de destino e papel higiênico, caros leitores, eu lembrei. Ia este escriba dizendo ser do contra. Ok. Aí o mais carinhoso e prestativo dos leitores poeticamente pensara: "desde setembro sem postar nada, sem receita e sem churrasco, eu atesto, esse é um blogueiro que morreu. Com toda a certeza, algum mal lhe abateu, seja guerra nuclear, queda de avião ou micose no pé, este que escrevia, já não mais escreverá".

Eu, dentro daquele lance de ser do contra e tal, cá estou dando a cara pra bater, o osso pra roer e um carro velho pra vender, provando que, ao contrário da torcida de muitos e do receio de poucos, estou vivo, alive and kicking como nunca estivera antes, seja lá qual for a razão de estar vivo e chutando. O fato é: chuto, logo existo.

O que aconteceu, em linhas rápidas e deixando claro que não pretendo me alongar na minha vida pessoal, é que no ano passado eu me separei, fiquei sem casa e sem churrasqueira, e passei uns meses morando com a minha avó, que os leitores costumazes desta espelunca já sabem ser uma verdadeira nonna italiana, daquelas que não deixa homem nenhum fazer nada na cozinha dela a não ser buscar água ou levar o prato depois do almoço. Logo, passei meses sem churrasqueira e sem cozinha. E sem ter como escrever nada que valesse a pena aqui no blog.

Por isso, ficamos alguns meses com a programação meio esquisita, fora de sintonia, dando fantasma e um monte de chiado. Pior que tv aberta no carnaval.

Finalizando esta novela, o fato é que agora eu tenho novamente uma casa e uma cozinha, e pude voltar a praticar as já conhecidas estripolias e fanfarrices gastronômicas, tão calorosamente digeridas pelos nossos inoxidáveis leitores.

Ainda no quesito do inoxidável, agradeço pessoalmente com beijo, abraço e aperto de mão a cada um dos leitores que se preocuparam com a minha integridade física, mental ou, sei lá, espiritual durante o período de vacas magras aqui do blog. Muito obrigado. Fui atropelado por jamantas, passei por avalanches de neve e cruzei o saara sem uma única cerveja gelada, mas agora está tudo bem.

Agora, rapazeada, parafraseando o gênio que inventou que camarão que dorme a onda leva, abre bem esse olho, vai grudando o bombril na antena, que daqui pra frente o que vem é patifaria da grande, com mesma falta de qualidade, clareza e honestidade que sempre coloquei em cada uma das mal escritas linhas desta espelunca. Boteco aberto novamente, galera!

E provando que quem é vivo sempre aparece, já deixo aqui mais um daqueles desafios que fazem retorcer os neurônios do mais genial dos leitores: a nossa charada da próxima receita.

Pra quem é novo por aqui, ou esqueceu como o sistema é duro e embrutece a alma, a coisa funciona assim: eu dou 3 dicas sobre a próxima receita, e você, nobre leitor, perde o sono, os cabelos e um milhão de reais tentando adivinhar. O box de comentários está aí pra você provar a magnitude do seu QI.

Vamos a elas:

  1. Uma comida dentro da outra;
  2. O masculino é muito frutinha;
  3. Raimunda.
Boa sorte, vamos ver quem consegue desvendar esse mistério.


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